Turismo criativo: levando os viajantes além do Cristo Redentor, Torre Eiffel e Estátua da Liberdade

Por Adriana Lima*

Não é novidade que o setor de turismo cresce cada vez mais no Brasil e no mundo. Com o turismo internacional batendo recordes e o registro adicional de 52 milhões de pessoas viajando pelo globo, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), abrem-se muitas oportunidades tanto no campo dos negócios quanto para os viajantes.

Com tantas pessoas em idas e vindas ao redor do mundo, o perfil dos turistas também tem mudado. Os viajantes não querem apenas conhecer os principais pontos turísticos de cada região, desejam ir mais a fundo, vivenciar experiências diferenciadas e mergulhar na cultura local.

Chegar em Florença e ter uma aula de degustação de vinho e azeite ou aprender a fazer os tradicionais pizza e gelato; conhecer na prática a arte da capoeira, em Salvador; realizar um verdadeiro tour gastronômico pelo centro de São Paulo; nadar com os golfinhos na Amazônia; fazer um curso de fotografia em Nova York ou em Buenos Aires, ou até se aventurar em um Rapel, no Rio de Janeiro. Essas são algumas das infinitas possibilidades de incrementar os roteiros turísticos, voltando com uma bagagem cultural maior e mais profunda.

É exatamente esta a proposta do “turismo criativo”, tendência que já é comum no exterior, em países como Estados Unidos, França e Tailândia, e começa a despontar aqui no Brasil. Permitir e incentivar que as pessoas enriqueçam suas viagens, conhecendo um pouco mais sobre algo que realmente lhes interessa e que normalmente não conseguem fazer na sua rotina normal.

E aqui, mais uma vez, a tecnologia facilita a vida das pessoas. Novas plataformas permitem que as pessoas possam planejar melhor suas viagens. Enquanto pesquisa preços de passagens, hospedagens e outros passeios, os viajantes podem incluir em seus roteiros cursos  e experiências culturais de interesse pessoal.

Na rotina turbulenta que acomete a maioria das pessoas atualmente, são poucas as oportunidades que temos de estudar o que gostamos por lazer, seja fotografia, culinária, artes, esportes ou qualquer outro tema. E é aqui que abre-se um novo modelo de negócios: oferecer ao turista a possibilidade de personalizar seu pacote de viagens adicionando ótimas experiências, para que aprendam mais sobre seus hobbies quando realmente têm tempo para isso.

Um excelente convite para todos virem à bordo!

*Adriana Lima é formada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e possui MBA e mestrado em Relações Internacionais pela Wharton School (UPENN). Blogueira de viagens (www.DicadaDri.com), ela já atuou no segmento de marketing em grandes empresas como Johnson&Johnson e Ambev. Após toda esta experiência no mercado corporativo, ela resolveu empreender e fundou, em 2013, o Sabiar (www.sabiar.com), site que reúne cursos culturais rápidos para viajantes que querem aprender algo novo enquanto conhecem uma cidade pelo ponto de vista do morador local.

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