Portos e aeroportos são monitorados contra ebola

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse hoje (5) que não há nenhum caso suspeito do vírus ebola no Brasil, e assegurou que todas as entradas de pessoas no país estão sendo monitoradas. Segundo ele, o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica está atento às recomendações e aos boletins diários fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão também reforçou a rede de hospitais de referência junto às secretarias municipais e estaduais de Saúde, estabelecendo critérios de diagnóstico e prevenção.

“Já tínhamos, na semana passada, aumentado o nível de alerta para nossas equipes que atuam nos portos e aeroportos. Não temos nenhum caso suspeito, mas todos os tripulantes e passageiros que chegam são submetidos a rigorosa avaliação e, se for identificado alguém com sintomas, vai imediatamente para o isolamento e coleta de exames”, disse ele.

Chioro explicou que, de acordo com regulamento internacional, sempre que um passageiro apresenta algum sintoma, a tripulação é obrigada a comunicar imediatamente e a dar prioridade no desembarque. O surto de ebola é o maior registrado até agora e, segundo dados da OMS, já infectou 1.603 pessoas, das quais 887 morreram nos países africanos de Serra Leoa, da Guiné, Libéria e Nigéria. Este com apenas um caso.

Fonte: Agência Brasil de Notícias

OMS alerta sobre risco de expansão do vírus ebola

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse no dia 1º que o surto do vírus ebola está se expandindo mais rapidamente do que os esforços para controlá-lo. “Se a situação continuar a piorar, as consequências podem ser catastróficas em termos de perda de vidas e também socioeconômicos, e há riscos de propagação para outros países”, alertou.

As declarações foram feitas em pronunciamento na capital da Guiné, Conacri, em reunião de emergência com os presidentes da Guiné, da Libéria e de Serra Leoa para elaboração de um plano de combate à epidemia. Segundo a diretora, este surto é de longe o maior da história de quase quatro décadas da doença, tanto em número de casos (1.323), quanto de mortes registradas (729).

A diretora da OMS adiantou que alguns países terão que impor restrições de locomoção e para reuniões públicas, dependendo da situação epidemiológica. “Correntes de transmissão podem ser quebradas”, ponderou. Para ela, a reunião de hoje deve marcar um ponto de mudança na resposta ao surto. A OMS já havia anunciado apoio financeiro de US$ 100 milhões para combater a epidemia.

Margaret destacou que a doença está ocorrendo em áreas com maior movimento populacional, e tem demonstrado sua capacidade de se espalhar por meio de viagens aéreas. Casos estão ocorrendo em áreas rurais de difícil acesso, mas também em capitais densamente povoadas.

Além disso, o surto está afetando um grande número de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, um dos recursos mais importantes para conter um surto. Até o momento, mais de 60 profissionais de saúde morreram depois de trabalhar com pacientes infectados pelo vírus ebola.

Para Margaret Chan, apesar da inexistência de uma vacina ou terapia curativa, os surtos de ebola podem ser contidos com a detecção precoce e isolamento dos casos, com o rastreio dos infectados e procedimentos rigorosos de controle de infecção. Ela destacou que o início rápido do tratamento aumenta as chances de sobrevivência.

O vírus ebola é transmitido por contacto direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infetados. Os principais sintomas são hemorragias, vômitos e diarreias. A taxa de mortalidade da doença varia entre 25 e 90%. Esta é a primeira vez que se identifica e se confirma uma epidemia de ebola na África Ocidental, até agora sempre registadas em países da África Central.

Fonte: Agência Brasil de Notícias