6 capitais estão no Top 10 brasileiro com destinos de melhor custo-benefício

Entre as dez cidades com o melhor custo-benefício do Brasil para 2014 estão seis capitais, cinco delas no litoral, como mostra o ranking do www.trivago.com.br – maior comparador de preços de hotéis do mundo.

Florianópolis, Maceió, Aracaju, São Luís e João Pessoa formam o grupo de capitais litorâneas. A última capital a compor a lista das 10 cidades é Curitiba. As outras classificadas foram: Guarapari, Maragogi, Canela e Cabo Frio.

Na liderança do ranking estão a capixaba Maragogi e a alagoana Guarapari, que foram as únicas cidades do Brasil a figurar no ranking mundial do trivago das 100 cidades com o melhor custo-benefício para 2014.

Guarapari, que ficou na 33ª posição no ranking mundial, tem um valor médio de pernoite por pessoa em torno de R$ 110. Já Maragogi, município do litoral alagoano, ocupa o 71° lugar da lista mundial com preços de pernoite em torno de R$ 102 por pessoa.

A gaúcha Canela aparece em terceiro lugar na lista, com uma média de R$ 139 por pessoa. João Pessoa é a primeira capital brasileira a figurar no Top 10, ocupando a quarta colocação, com valores em torno de R$ 123 por pessoa.

Na sequência aparecem a sergipana Aracaju (R$ 128 p/pessoa) e a carioca Cabo Frio (R$ 134 p/pessoa). Por fim, as quatro capitais restantes fecham a lista: Curitiba (R$ 142 p/pessoa), Maceió (R$153 p/pessoa), Florianópolis (R$ 145 p/pessoa) e São Luís (R$ 134 p/pessoa).

Confira abaixo o ranking das cidades que entraram no top 10

1 Guarapari (Espírito Santo) 96,05%
2 Maragogi (Alagoas) 95,38%
3 Canela (Rio Grande do Sul) 95,36%
4 João Pessoa (Paraíba) 94,96%
5 Aracaju (Sergipe) 94,33%
6 Cabo Frio (Rio de Janeiro) 94,25%
7 Curitiba (Paraná) 93,59%
8 Maceió (Alagoas) 93,57%
9 Florianópolis (Santa Catarina) 93,42%
10 São Luís (Maranhão) 93,26%


Sobre o tHPI
O Índice de Preços de Hotéis Trivago é um estudo mensal que analisa a variação de preço médio de acomodações para duas pessoas nas principais cidades das Américas. Para calcular os dados, são levados em conta todos os hotéis que fazem parte do banco de dados do Trivago em todos os parceiros afiliados, como booking.com, expedia.com.br, entre outros.

O Índice é baseado em um algoritmo que leva em conta o tHPI (Índice de Preços de Hotéis Trivago) e o Ranking de Reputação Trivago. A classificação é apresentada em uma escala de 0 a 100, incluindo destinos com, no mínimo, 10 hotéis e 150 avaliações. Os preços médios calculados se referem ao período entre agosto de 2012 e agosto de 2013 e são baseados no tHPI, que mostra a variação de preço médio de acomodações para duas pessoas nas principais cidades.

Sobre o Trivago
Viajantes encontram o hotel ideal pelo melhor preço em www.trivago.com.br. Trivago é o maior site do mundo para procura de hotéis, comparando preços de mais de 700 mil hotéis em mais de 200 sites de reserva no mundo inteiro. O Trivago possui mais de 42 milhões de opiniões de hotéis e 14 milhões de fotos para facilitar a busca pelo hotel perfeito. Mais de 45 milhões de visitantes encontram mensalmente seus hotéis ideais por meio dos vários filtros de busca disponíveis e, por sua vez, economizam uma média de 35% em cada reserva. Além disso, o Trivago recebe dois milhões de buscas diárias. O Trivago foi fundado em 2005 em Düsseldorf, na Alemanha, e atualmente opera 40 plataformas internacionais em 24 línguas.

Fonte: www.trivago.com.br

Viajantes querem serviços mais personalizados, diz IHG

Pesquisa do IHG (Intercontinental Hotels Group)  com cerca de sete mil viajantes internacionais aponta mudanças nos itens considerados indispensáveis para satisfazer a estadia em hotéis. Se no passado, o setor de hotelaria se concentrou em ser 2D – local e global, agora cada vez mais os empreendimentos do mundo enxergam a necessidade de se tornarem 3D – globais, locais e pessoais.

Quase três entre cinco viajantes (59%) dizem que sua estada é mais confortável se os serviços forem personalizados e mais da metade (54%) admite que isso faz com que se sintam mais valorizados.

Pessoas entre 18 e 34 anos estão mais interessadas no conteúdo pessoal (acesso a filmes e músicas) e acima dos 65 demonstram mais interesse em opções de alimentação saudável.

Viajantes a negócios ou lazer procuram cada vez mais por serviços confiáveis e familiares em cada viagem, e muitos acreditam que somente marcas globais de hotéis podem proporcionar experiências personalizadas com garantias, porém apesar de darem importância à consistência, não desejam experiências pré-fabricadas.

Já viajantes dos mercados emergentes (Brasil 68%, EUA 60% e China 58%) escolhem marcas globais de hotéis porque sentem que elas levam a sério os gostos, costumes e culturas locais. Para eles, quanto mais à marca demonstrar respeito pela cultura local, mais confiança aquela marca terá.

Fonte: Panrotas

Aumenta o número de visitantes a parques naturais de MG

O Ministério do Turismo está investindo R$ 955 mil no Parque Nacional da Serra do Cipó, de um total de 10,4 milhões destinados a obras de acesso e sinalização.

O número de visitantes aos parques naturais de Minas Gerais aumentou de 260 mil para 274 mil, de acordo com o Instituto Estadual de Florestas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O aumento gradativo se deve a um interesse crescente dos turistas por redutos de fauna e flora. O parque da Serra do Cipó, no município de Jaboticatubas, a cerca de 100 km da capital Belo Horizonte, teve significativo aumento do número de visitantes, de 14,7 mil, em 2011, para 25 mil, em 2013.

O Ministério do Turismo investe R$ 955 mil na construção de sanitários com fossas sépticas e pontes para pedestres e veículos no Parque Nacional da Serra do Cipó. O investimento faz parte dos 10,4 milhões previstos para obras de acesso e sinalização em 11 parques nacionais em 2014. Outros cinco parques entrarão na lista para também receber recursos de divulgação e promoção no próximo ano. O objetivo é prepará-los para o aumento do número de visitantes durante a Copa do Mundo.

Além de preservar os ecossistemas locais, possibilitando a realização de pesquisas científicas, os parques são preparados para receber visitantes e admiradores do turismo ecológico. Em Minas, são 12 atrativos, sendo três parques nacionais e nove parques estaduais.

“Abrimos uma série de conversas com empresários, ambientalistas e governos locais para definir o plano de ação no médio prazo. Queremos ver os parques como um motivo pelos quais brasileiros e estrangeiros viajarão para as sedes do mundial”, afirmou Gastão Vieira.

Para a Coordenação de Estruturação da Visitação e Ecoturismo do ICMBio, instituto responsável pela administração do parque, os investimentos melhorarão a infraestrutura e os serviços oferecidos no atrativo, garantindo a boa qualidade da experiência do visitante à área natural.

O Brasil tem nas áreas protegidas seu principal ativo turístico: o país é considerado o número 1 em atrativos naturais em um ranking de competitividade em turismo do Fórum Econômico Mundial, que avalia 140 nações.

Para 2016, a ideia é ter cadeias produtivas de turismo e concessões de serviços turísticos funcionando nos parques do Estado do Rio de Janeiro, sede da Olimpíada. Em 2020, serão 69 parques nacionais brasileiros abertos à visitação.

Os parques nacionais poderiam gerar, só com visitação, pelo menos R$ 1,6 bilhão por ano, segundo estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Isso sem contar as cadeias produtivas dentro e em volta desses parques, cujo potencial de negócios não foi sequer estimado. O ecoturismo é o segmento turístico que mais cresce no mundo (entre 15% e 25% ao ano), de acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT).

Fonte: Ministério do Turismo

Verão 2014: pesquisa revela otimismo no Turismo

Uma enquete realizada pelo Instituto de Pesquisas, Estudos e Capacitação em Turismo (Ipeturis) revelou que quase metade das agências de viagens e operadoras de turismo do País está com expectativa positiva para a atual temporada de verão. Segundo o estudo, 45,2% das empresas acreditam que a movimentação de viajantes será maior em comparação com a temporada de verão anterior.

Segundo o levantamento, o crescimento do movimento de turistas deve ficar em torno de 24,5%. “Das empresas que projetam aumento da movimentação, mais de 60% preveem alta entre 10% e 30%”, antecipa o diretor do Ipeturis, Marciano Freire. Os principais fatores que contribuem para o otimismo são as ações comerciais e de divulgação empreendidas pelas empresas (18,2%), a facilidade de pagamentos de pacotes e serviços turísticos (15,6%) e os preços promocionais para o verão (13%).

A pesquisa, que ouviu 368 empresas do segmento em 24 Estados brasileiros e no Distrito Federal, revela também equilíbrio na preferência dos turistas entre os destinos nacionais (49,3%) e internacionais (50,7%). “Nos destinos turísticos internacionais mais procurados, os motivos mais citados são compras, parques temáticos e atrações culturais. No caso dos destinos brasileiros, os atrativos são a combinação sol e praia e as belezas naturais”, conclui Freire.

As empresas apontaram também os destinos com maior expectativa de procura nesta temporada de verão. Confira abaixo a lista dos mais mencionados:

Destinos Nacionais
Fortaleza – 23,6%
Rio de Janeiro – 16,6%
Natal – 11,5%
Maceió – 10,9%
Salvador – 9,9%

Destinos Internacionais
Orlando – 15,1%
Paris – 14,4%
Miami – 14,2%
Buenos Aires – 11,5%
Nova York – 10,4%.

Fonte: Panrotas

Ranking mostra transparência das cidades-sede da Copa

Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte foram os destaques positivos nos Indicadores de Transparência Municipal das cidades-sede da Copa do Mundo, segundo o Instituto Ethos. Os Indicadores de Transparência, umas das ações do projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios, são uma ferramenta que permitem medir a transparência e os canais de participação da população em relação aos investimentos públicos para a realização do Mundial de 2014. As três cidades superaram os 70 pontos no índice que vai de zero a 100. O destaque negativo ficou por conta de Natal, que diminuiu a pontuação em relação à primeira edição, de novembro de 2012.

Na primeira edição, nenhuma das 12 cidades-sede alcançou 50 pontos, sendo as mais bem colocadas Porto Alegre (49,9) e Belo Horizonte (49,8). Na nova edição, quem lidera o ranking é Brasília, com 77,2 pontos, seguida por Porto Alegre, com 71,8, e Belo Horizonte, com 70,3 pontos, sendo as três consideradas com “alto nível de transparência”. O Rio de Janeiro também teve pontuação acima de 50, com 50,3 pontos. As piores notas foram de Natal, com 12,2, Salvador, com 19,4, e Fortaleza, com 23,2 pontos.

Segundo o instituto, o resultado negativo de Natal foi consequência do fechamento da Sala de Transparência da Copa, local onde a população tem acesso às informações sobre o campeonato. A capital do Rio Grande do Norte foi prejudicada, também, pelas substituições no comando da Secretária Municipal da Copa de Natal. Confira, abaixo, a pontuação das 12 cidades-sede no último levantamento:

Brasília – 77,2
Porto Alegre – 71,8
Belo Horizonte – 70,3
Rio de Janeiro – 50,3
Cuiabá – 49,0
Curitiba – 45,8
São Paulo – 38,1
Recife – 35,5
Manaus – 25,1
Fortaleza – 23,2
Salvador – 19,4
Natal – 12,2

Fonte: Panrotas

Cresce a intenção do brasileiro de viajar para o Sul

Estudo do Ministério do Turismo mostra que a região ultrapassou o Sudeste na intenção de viagem do brasileiro, pela primeira vez no ano, ficando atrás apenas do Nordeste.

A Região Sul ultrapassou a Região Sudeste e passou a ocupar a segunda posição entre os destinos preferidos dos brasileiros. É o que revela uma pesquisa do Ministério do Turismo, realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. O Nordeste se mantém líder com 40,1%, seguido pelo Sul com 23,3%, Sudeste 21,7%, Centro-Oeste 8,3% e Norte 6,6%. Este ano, foi a única vez no ano que o Sul ultrapassou o Sudeste.

A última Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem, de dezembro, monitora a intenção de viagem do brasileiro pelos próximos seis meses, o que inclui períodos de alta temporada como as férias de Janeiro, o Carnaval e o período de Copa do Mundo. De acordo com o estudo, 23,3% dos viajantes em turismo pelo Sul virão de outras regiões do país.

De acordo com a pesquisa, realizada mensalmente em Brasília, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte, mais de 37% dos entrevistados pretendem viajar nos próximos seis meses pelo Brasil e exterior, o maior índice do ano.

O percentual de interessados em destinos nacionais também foi recorde anual: 76,2% frente aos 22% que devem desembarcar em outros países. A pesquisa, realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, mostra também que 53,2% dos entrevistados pretendem viajar de avião. Em dezembro de 2012 eram 43,7%. O segundo meio de transporte mais utilizado será o automóvel, com 35%, e o ônibus, com 7,8%.

A maioria dos entrevistados (48%) pretende hospedar-se em hotéis e pousadas e uma parcela menor (39,8%) afirma preferir casa de parentes e amigos.

Fonte: Ministério do Turismo

Turismo fatura 8,6% a mais no terceiro trimestre de 2013

Fonte: Boletim de Desempenho Econômico do Turismo

Fonte: Boletim de Desempenho Econômico do Turismo

O segmento de parques e atrações turísticas (18%) foi o que registrou o maior aumento, seguido pelo setor aéreo (12,2%) e pelos organizadores de eventos (8,1%).

O faturamento das empresas do setor de turismo cresceu, em média, 8,6% no terceiro trimestre de 2013 na comparação com o mesmo período de 2012.  Foi o melhor desempenho registrado no ano passado, segundo o Boletim de Desempenho Econômico do Turismo do Ministério do Turismo.

O período de julho a setembro, superou o primeiro trimestre e o segundo trimestre de 2013, que tiveram crescimento de 2,8% e 4,8% respectivamente. Os empresários ouvidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) atribuíram o resultado a fatores como os investimentos realizados nos negócios e à maior divulgação dos atrativos e roteiros turísticos.

Entre os sete segmentos pesquisados, o que registrou maior faturamento, de 18%, foi o de parques e atrações turísticas. O mesmo que, no ano passado, foi beneficiado com isenção tributária para importação de equipamentos, item da agenda de desoneração do setor proposta pelo MTur à área econômica do governo.

“Este resultado é mais uma confirmação da importância do turismo para o desempenho da economia brasileira que, no mesmo período, cresceu 2,2%. Verificamos também que a desoneração tem impactado nos resultados do setor”, avalia o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

O segundo segmento em aumento de faturamento no trimestre foi o de transporte aéreo, com 12,2%, seguido pelas organizadoras de eventos, com 8,1%, e das agências de viagens, com 7,9%.

Os menores percentuais foram registrados pelos operadores de turismo (4,5%), turismo receptivo (3,5%) e meios de hospedagem (2,5%). O acirramento de concorrência e a majoração de custos foram apontados pelos entrevistados como limitadores do crescimento.

A pesquisa ouviu gestores de 713 empresas com 67,8 mil empregados e faturamento de R$ 8 bilhões no terceiro trimestre de 2013.

Fonte: Ministério do Turismo

Turistas de baixa renda e mais ricos vão viajar mais

Em 2014, viajantes dos dois extremos de faixa de renda monitorados pelo Ministério do Turismo serão os maiores viajantes do país.

Um estudo do Ministério do Turismo revela que os brasileiros com renda até R$ 2.100 aumentaram sua intenção de viagem de 8,8% para 17,9% no último ano. A elevação também aconteceu entre os que ganham mais de R$ 9.600 mensais: de 53,3% para 61,4%. Os dados consideram dezembro de 2012 e dezembro de 2013 e mede a intenção dos brasileiros de viajar pelos próximos seis meses, por destinos nacionais e internacionais.

O aumento foi menor entre as duas faixas de renda intermediárias: entre os viajantes com renda entre R$ 2.101 a R$ 4.800 passou de 25,2% para 26,2%; e entre os que ganham R$ 4.801 e R$ 9.600, de 39,7% para 41,9%.

A intenção de viagem do brasileiro em dezembro foi recorde no ano: Mais de 37% dos entrevistados nas sete maiores capitais do país pretendem viajar nos próximos seis meses pelo Brasil e exterior. “Isso revela que o ano de 2014 será promissor para o turismo brasileiro e que o nosso país vai se beneficiar desses deslocamentos”, disse o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

O percentual de pessoas interessadas em visitar destinos nacionais também foi recorde anual: 76,2% frente aos 22% que devem desembarcar em outros países. Entre as paisagens brasileiras mais requisitadas, a região Nordeste continua imbatível como objeto de desejo. É a preferida de 40,1% dos turistas que pretendem viajar. Os estados do Sul aparecem em segundo lugar, com 23,3% das preferências, seguidos do Sudeste, com 21,7%.

A pesquisa, realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, mostra também que 53,2% dos entrevistados pretendem viajar de avião. Em dezembro de 2012 eram 43,7%. O segundo meio de transporte mais utilizado será o automóvel, com 35%, e o ônibus, com 7,8%.

A maioria dos entrevistados (48%) pretende hospedar-se em hotéis e pousadas e uma parcela menor (39,8%) afirma preferir casa de parentes e amigos. A Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem, é realizada mensalmente em Brasília, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte.

Fonte: Ministério do  Turismo

Planejamento é importante para turista com deficiência

Pesquisa feita em cinco capitais mostra que turistas com deficiência são viajantes frequentes e contribuem para o movimento do turismo doméstico.

Na hora de definir uma viagem, o turista com deficiência leva em conta não só a acessibilidade, mas também preços competitivos, existência de locais com aspectos históricos e culturais interessantes, gastronomia típica, paisagens raras e condições do transporte local. É o que aponta o Estudo do Perfil de Demanda da Pessoa com Deficiência realizada pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a Unesco.

O estudo foi realizado com cinco grupos focais, formados por pessoas com os quatro tipos de deficiência (visual, auditiva, física e intelectual); foram feitas também entrevistas em profundidade, entre os dias 13 e 20 de maio de 2013. Os participantes, num total de 80 pessoas, moravam nas cidades de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, principais centros emissores de turistas.

O planejamento foi um dos aspectos mais citados pelos participantes da pesquisa para minimizar imprevistos e custos, além de dar maior “segurança”. “As pessoas com deficiência experimentam sentimentos de fragilidade e vulnerabilidade nos destinos, por isso elas sentem mais necessidade de planejar a viagem do que o turista comum”, explica o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

Entre os principais resultados, destaca-se ainda que a internet é o principal canal de comunicação utilizado pela pessoa com deficiência: é utilizada por todos os pesquisados e o tempo gasto navegando varia entre uma hora e 16 horas por dia.

Já sobre os canais de comercialização utilizados, verificou-se uma preferência pela utilização de pacotes ofertados por agência ou operadora de viagens ou por viagens organizadas por grupos de trabalho, associações ou igrejas. Esses canais oferecem maior segurança em caso de imprevistos durante a viagem. Aqueles que são autoguiados, ou seja, que contratam diretamente o produto ou serviço turístico, possuem uma característica recorrente: fazem-no sempre por intermédio de um amigo ou parente e geralmente viajam acompanhados.

A pesquisa mostrou também que as informações disponíveis sobre os locais que os turistas com deficiência gostariam de visitar não têm o detalhamento necessário. Para eles é difícil encontrar informações sobre a estrutura física de hotéis, restaurantes e pontos turísticos (existência de rampas e adaptação dos espaços para acesso de cadeira de rodas) e existência de pessoal qualificado para atendê-los. Por isso, o Ministério do Turismo vai lançar em 2014 um aplicativo para celular e tablet com atrações turísticas e estabelecimentos avaliados pelas próprias pessoas com deficiência.

A maior parte dos entrevistados costuma realizar viagens com duração média de uma semana, sendo que a frequência gira em torno de 2 a 4 vezes ao ano. Para o coordenador-geral de acessibilidade da Secretaria de Direitos Humanos, Sérgio Paulo Nascimento, um dos pontos que chamam a atenção na pesquisa é que as pessoas com deficiência têm muito interesse em viajar e têm a mesma renda que as demais, no entanto são pouco vistas pelos empresários. “Há uma miopia do trade turístico em relação às pessoas com deficiência. Não é um público pouco relevante, são 45 milhões de pessoas”, ressaltou.

O estudo Perfil de Demanda da Pessoa com Deficiência é resultado de uma das metas do Programa Turismo Acessível do Ministério do Turismo, lançado em novembro de 2012, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

TURISMO ACESSÍVEL – O Programa Turismo Acessível tem o intuito de promover a inclusão social e o acesso de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida à atividade turística. Essas pessoas devem ter acesso aos serviços, edificações e equipamentos turísticos com segurança e autonomia. O Ministério do Turismo está investindo R$ 98 milhões no apoio a obras de infraestrutura em acessibilidade nas 12 cidades sede da Copa do Mundo.

Entre as ações prevista pelo programa para o período de 2012-2014, encontram-se:

  • Realização de estudos e pesquisas para apoiar o setor público, privado e terceiro setor na estruturação de destinos e produtos turísticos acessíveis;
  • Qualificação de 8.000 pessoas para bem atender a pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida;
  • Campanha para aumentar o número de unidades habitacionais (UHs) acessíveis nas 12 cidades sede da Copa do Mundo e seus entornos para 5%, assim como para informar as pessoas com deficiência sobre seus direitos;
  • Criação de um site com informações sobre a acessibilidade de empreendimentos e atrativos turísticos de destinos brasileiros;
  • Apoio a cem obras de infraestrutura turística acessíveis nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo.

Fonte: Ministério do Turismo