Nova tendência em hostels cariocas promete se espalhar pelo Brasil em 2014

Pulseiras de identificação para turistas permitem que os “perdidos” possam ser encaminhados de volta para seus albergues.

Pelo menos seis milhões de turistas estrangeiros passaram pelo Brasil em 2013 e, segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), esse número será ainda maior em 2014. Com a realização da Copa do Mundo, acredita-se que o país vá alcançar a marca dos sete milhões de visitantes. E para evitar que alguns deles fiquem perdidos pela cidade, uma nova ferramenta está sendo lançada por alguns descolados hostels cariocas – também conhecidos como albergues: o uso de pulseirinhas de identificação (Passe VIP).

A identificação, na realidade, é do hostel que o turista se hospeda. A intenção é evitar que ele perca o já tradicional cartão com a informação. “Em eventos como o Carnaval, por exemplo, é normal que os visitantes se empolguem e bebam um pouco além da conta. Isso, somado à barreira da língua e sinalização consideravelmente deficiente da cidade, dificulta a volta pro albergue. Agora, ele pode simplesmente mostrar sua pulseirinha para o taxista para chegar ao endereço certo”, explica Antonio Bindi, sócio da Passe VIP, empresa responsável pela novidade. Como não poderia deixar de ser, a boa e velha “pulseirinha” se alia a tecnologia. “Elas possuem um QR Code – código de barras em 2D – que, ao ser lido por um smartphone ou tablet, direciona para um mapa com a localização e os dados do hostel. Dessa forma, o turista pode buscar informações para transporte público e até mesmo evitar ser ludibriado por algum taxista mal intencionado”, completa.

“Agora nossos hóspedes se sentem muito mais seguros para desfrutar das belezas da cidade”, comenta Beth Agra, sócia do Contemporâneo Hostel, que fica em Botafogo. Ela conta que é muito comum que taxistas levem turistas inebriados ou perdidos para o albergue. “Já tivemos casos de pessoas que perderam o cartão do hostel e, além de não lembrar como voltar, não tinham o nosso endereço. Com a pulseira esse risco diminuiu muito. Ficou muito mais fácil e seguro”, explica.

Isabela Bragança, sócia da Casa Beludi, no Cosme Velho, também aderiu à novidade. Segundo ela, muitos hóspedes perdiam o endereço do hostel, principalmente ao ir à praia. “Como as pulseiras são resistentes à água, não temos mais esse problema”, conta. Segundo ela, o acessório é permanentemente disponibilizado na recepção do hostel para os visitantes e o número de casos do tipo caiu drasticamente. “Se podemos facilitar a vida dos turistas, porque não fazê-lo? O investimento é muito baixo e vale a pena”, diz.

O sucesso é tanto que a Hostelling International Brasil, organização certificadora de qualidade para o setor, fechou uma parceria com a PasseVIP para fornecimento gratuito em troca de publicidade nas pulseiras. Segundo Luis Geraldo, dono do Copa Hostel e porta-voz do HIB, a tendência é que albergues de todo o país comecem a aderir à nova – e simples – novidade. “O investimento é mínimo se comparado aos benefícios, e os anunciantes ainda têm a possibilidade de oferecer descontos exclusivos para os portadores das pulseiras. Todos saem ganhando: o hostel, o hóspede e o anunciante”, diz.

Sempre de olho em novidades do cenário carioca, o Restauranteur Richard Laver, dono do japonês Ki, já apostou na nova oportunidade de mídia para divulgar o seu restaurante, na Lagoa. Ele fechou uma parceria com a PasseVIP, que distribuiu as pulseiras com a sua marca entre uma seleção de hostels associados. Além de trazer nome e endereço do restaurante, a pulseira ainda oferece 10% de desconto para quem a estiver portando. “Muitos turistas pedem sugestões de onde comer, seja na recepção do hotel, seja para um taxista. Com um anúncio e um desconto ao alcance das mãos, aumentam as nossas chances de sermos escolhidos” diz .

“É uma nova mídia de divulgação que demonstra bastante criatividade, e abre um leque de oportunidades para quem tem afinidade com o público de turismo. O investimento é incrivelmente baixo para o anunciante, e o empresário de hotelaria recebe esta ferramenta para oferecer bem-estar, segurança e vantagens em descontos para seus hóspedes. Trata-se de uma situação onde há ganhos para todos os lados” explica Laver.

De acordo com Antônio Bindi, a procura pela novidade cresceu muito desde o lançamento, no final de 2013. “A PasseVIP tem recebido muitos cadastros de hostels e hotéis interessados em fazer parte da rede, além de anunciantes especializados no setor”, finaliza.

Obrigatoriedade
Vale lembrar que o uso de pulseiras de identificação é obrigatório em Aparecida do Norte, em São Paulo. A lei é de 1998, mas foi regulamentada apenas em dezembro de 2012. A intenção da medida é a mesma dos hostels cariocas: permitir que os turistas perdidos possam ser identificados e encaminhados para os pontos de hospedagem caso se percam. A cidade é o principal roteiro turístico católico do país e recebe cerca de 10 milhões de visitantes ao ano.

A PasseVIP
A empresa, localizada no Rio de Janeiro, foi fundada em 2003. Inicialmente era dedicada à venda de brindes luminosos para eventos e, posteriormente, passou a se dedicar ao mercado de pulseiras de identificação – com ou sem personalização –, além da confecção de ingressos, impressos em geral e credenciais para eventos.

Desde a sua fundação, a PasseVIP tem se dedicado a oferecer os produtos de melhor qualidade do mercado, os serviços mais ágeis e com os custos mais adequados aos seus clientes. Com trabalhos realizados em mais de duas mil cidades brasileiras e países como Angola, Chile, Paraguai, Portugal e Cabo Verde, sempre se preocupou em atender às necessidades específicas de cada tipo de cliente, incorporando novos produtos, mais opções, alterando processos e instalando novas tecnologias sempre que necessário.

Deixe uma resposta