Comodidade e aumento na qualidade aquecem turismo doméstico

Pesquisa do Ministério do Turismo aponta que quase 70% dos brasileiros querem viajar pelo Brasil, inclusive para visitar resorts.

Mais de dois terços dos brasileiros que planejam viajar nos próximos seis meses preferem destinos dentro do País do que no Exterior. É o que mostram recentes pesquisas feitas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido do Ministério do Turismo. Para especialistas da área, o resultado é reflexo do aumento na qualidade dos serviços e da comodidade.

A última pesquisa de intenção de viagem do Ministério do Turismo, feita em abril, mostrou que 26,3% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos seis meses. Desses, 69,6% declararam preferir destinos domésticos do que conhecer outros países – quase 3% a mais que no mesmo mês do ano passado. Com 49,3%, o Nordeste do País é o principal roteiro, contra 16,5% do Sudeste, 14,1% do Sul, 11,1% do Centro-Oeste e 9% da região Norte.

Segundo especialistas do setor de turismo, vários fatores influenciam a preferência por destinos locais. Em primeiro lugar, está a comodidade de se falar a mesma língua e usar a mesma moeda. “Além disso, existe a tendência natural dos viajantes em realizar voos de curta duração, buscando otimizar o tempo de permanência no destino escolhido”, opina Edmar Bull, vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav).

Outro fator favorável a esse cenário é o alto investimento em qualidade que boa parte dos empreendimentos turísticos têm feito. As próprias agências de viagem também passaram a oferecer serviços personalizados de consultoria, indicando ao consumidor quais os destinos com a melhor relação custo-benefício de acordo com o seu orçamento.

E boa parte desses turistas deve ser absorvida por resorts. Bull destaca que há uma crescente demanda turística e corporativa potencial no setor para os próximos anos. “Há opções qualificadas que atendem aos mais variados orçamentos. Os apelos motivacionais do consumo variam de acordo com o perfil dos viajantes. A infraestrutura instalada nos resorts para acolher adequadamente eventos constitui, por exemplo, um fator de fundamental importância para o mercado de viagens corporativas”, diz.

Aliando planejamento e economia, um novo jeito de viajar vem conquistando cada vez mais novos adeptos no País. Por meio do Timeshare, que consiste na aquisição de semanas de um apartamento, também conhecido como sistema de férias compartilhadas, é possível viajar gastando, em média, 40% menos. E essa opção também deve contribuir bastante com a tendência dos brasileiros visitarem mais a própria casa, inclusive os resorts.

Após surgir na Europa na década de 60, o sistema expandiu-se e hoje conta com uma rede de milhares de resorts e hotéis luxuosos espalhados pelo mundo. Atualmente, parte das grandes redes hoteleiras possui um sistema de Vacation Club (Clube de Férias) e são afiliadas a uma rede de intercâmbios. É o caso do Hot Beach Diversões Aquáticas e Hot Beach Resort Olímpia, em fase de construção em Olímpia, no Interior paulista (430 quilômetros da capital). O empreendimento será viabilizado no modelo de condo-hotel, com investimento orçado em R$ 80 milhões na construção de um hotel de 484 apartamentos.

De acordo com um dos diretores do Hot Beach, Sérgio Ney Padilha Garcia, o timeshare vem ganhando força no Brasil. “A relação custo-benefício é muito mais vantajosa quando comparada ao preço da estadia convencional em hotéis e resorts”. O timeshare possibilita férias em alto padrão e a um custo mais acessível e sem preocupações o resto do ano, já que a administradora fica responsável pela manutenção, limpeza, cobranças, vacância, segurança, entre outros ônus administrativos.

Sobre o Hot Beach
O Hot Beach Resort Olímpia é mais um empreendimento do Grupo Ferrasa Incorporação. O complexo está em fase avançada de obras em uma área de 140 mil m² em Olímpia e transformará a cidade na “Riviera do Interior”. Com inauguração prevista para 2016, o Hot Beach Resort Olímpia contará com 484 apartamentos de 40 m² e restaurante projetado com padrões internacionais, além de uma praça de cozinha show, bar com estrutura para eventos musicais, lounge bar e centro comercial.

Já o parque aquático Hot Beach, além de praia artificial para o turista e ampla área aquática para crianças, terá piscinas com ondas, rio lento artificial com água quente e natural, piscina com bar aquático, integrada ao lounge, deck molhado, sombrites em madeira rústica e toboáguas kamikases. Os investimentos chegarão à casa dos R$ 130 milhões.

Deixe uma resposta